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CRIANÇA ESPERANÇA

04 de junho

Criança Esperança

O curso de formação de Agentes Ambientais, desenvolvido pela Casa da Virada, do Instituto Peabiru, é o mais novo projeto paraense patrocinado pelo Criança Esperança, uma parceria da Unesco e da Rede Globo. O projeto é realizado no município de Curuçá, no nordeste do Pará, e foi escolhido entre 1.260 inscritos em todo o Brasil. As aulas da nova turma começam em junho.

 Agentes Ambientais

As crianças e adolescentes frequentam seis meses de curso, com 200 horas de aulas ministradas por pesquisadores, com material didático e agenda de trabalho. O objetivo do projeto é fortalecer a consciência ambiental e os princípios de sustentabilidade nas comunidades que habitam a Resex Mãe Grande Curuçá e fazer com que esses conceitos se multipliquem. 

ADOLESCENTES CONCLUEM CURSO DE AGENTES AMBIENTAIS EM CURUÇÁ


27 de abril de 2009.

Um turma de 30 adolescentes do município de Curuçá, no nordeste do Pará, conclui nesta segunda-feira, 27, o curso de Agentes Ambientais da Escola Casa da Virada, projeto desenvolvido pelo Instituto Peabiru e pela Petrobrás Ambiental. Os alunos participaram de seis meses de curso, com 200 horas de aulas ministradas por pesquisadores, com material didádico e agenda de trabalho.

Os adolescentes, na maioria filhos de pescadores e catadores de caranguejo, receberam formação prática e multidisciplinar, com destaque para a conservação e manejo de manguezais e recursos hídricos. “Durante a solenidade de formatura, os agentes ambientais mostram a comunidade tudo que aprenderam através do curso. Eles preparam pequenos seminários temáticos”, explica Hermógenes Sá, coordenador do projeto.

Amanda Rodrigues, de 16 anos, é uma das concluintes do curso de Agentes Ambientais. Ela conta que sua principal descoberta foi com relação a importância de não desperdiçar água. “Hoje, não posso ver água sendo desperdiçada. Me chamam até de chata por causa disso. Saio fechando todas as torneiras”, conta. Ela aprendeu também sobre os tipos de mangues e como preservá-los. As raízes do mangue servem de berçário para várias espécies e a poluição do lixo poderia extinguir plantas e também seres marinhos.

Amanda e seus colegas de curso vivem em uma região rica em manguezais, na Reserva Extrativista Mãe Grande Curuçá, que tem cerca de 37 mil hectares. Apesar das leis que protegem o mangue, o principal impacto é o grande volume de lixo lançado neste ecossistema. Segundo Amanda, depois de fazer o curso a atitude muda. “Agora todo mundo sabe que não devemos jogar lixo no mangue, sabemos o porquê, e explicamos para as outras pessoas”, afirma. Ela conta que descobriu sua vocação profissional no curso. “Quero ser bióloga”, revela.

De acordo com Sá, o curso promove uma tomada de consciência sobre prejuízos do lixo para os manguezais, além de despertar o interesse dos jovens e adolescente sobre as questões ligadas ao meio ambiente.  “O objetivo do projeto é fortalecer a consciência ambiental e os princípios de sustentabilidade nas comunidades que habitam a resex e fazer com que esses conceitos se multipliquem”, destaca. Em maio começa uma nova turma do curso de Agentes Ambientais, desta vez direcionada a crianças com idade até 14 anos, e terá o apoio do Projeto Criança Esperança, da Rede Globo e Unesco. 

JOVEM MOBILIZA COMUNIDADE PARA SALVAR IGARAPÉ DE CURUÇÁ


20 de março de 2009.


Um dos maiores igarapés da Reserva Extrativista Mãe Grande Curuçá, no nordeste do Pará, está em processo de assoreamento. Para tentar evitar sua extinção, um jovem da comunidade rural de São Pedro, Michel Monteiro, de 23 anos, tomou a iniciativa de mobilizar no último domingo, dia 22, Dia Mundial da Água, centenas de pessoas para plantar 200 mudas no leito do Igarapé São Pedro e fazer a limpeza do local. “Não podemos deixar que um bem natural tão valioso se perca”, destaca Michel. Ele batizou a ação de I Encontro de Educação Ambiental e Reflorestamento da Vila de São Pedro, que promete ser realizado outras vezes.

Segundo Michel, o mais importante é a conscientização da comunidade sobre a importância da conservação das fontes de água potável. Ele denuncia ainda que as matas ciliares, vegetação que protege o leito do igarapé, estão sendo cortadas e que, por isso, o volume da água está diminuindo. Michel é um dos 60 agentes ambientais formados no curso da Casa da Virada, projeto desenvolvido pelo Instituto Peabiru e patrocinado pela Petrobrás Ambiental no município.

O objetivo do projeto é fortalecer a consciência ambiental e os princípios de sustentabilidade nas comunidades que habitam a resex, “para que se multipliquem iniciativas como a de Michel”, destaca Hermógenes Sá, coordenador do projeto.

O curso dura seis meses e com 200 horas de aulas ministradas por pesquisadores, com material didádico e agenda de trabalho, jovens e adolescentes recebem formação prática e multidisciplinar, com destaque para a conservação e manejo de manguezais e recursos hídricos. “No curso eu descobri que não podemos só tirar os recursos da natureza, temos que cuidar deles, para que eles nunca acabem”, destaca Michel.