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COMUNIDADES TRADICIONAIS DE RESERVA EXTRATIVISTA ELEGEM REPRESENTANTES

3 de julho de 2009.

As comunidades de pescadores, catadores de caranguejo e pequenos agricultures que vivem no entorno da Reserva Extrativista Mãe Grande Curuçá, no nordeste do Pará, elegem neste sábado, 04, no município de Curuçá, a primeira equipe de coordenação do Fórum Permanente da Agenda 21 da Resex.

Trata-se da primeira Agenda 21 de uma área de Resex implantada no Pará. Após a escolha dos representantes, sera aprovado o regimento interno do Fórum Permanente. Para formulação da Agenda 21, foram reunidos nos últimos doze meses indicadores socioambientais em pesquisas e encontros temáticos com cerca de 50 comunidades tradicionais que habitam no entorno da Resex. A área tem mais de 37 mil hectares e possui um dos maiores manguezais contínuos do mundo. A iniciativa é do projeto Casa da Virada, do Instituto Peabiru e Petrobrás Ambiental.

O Fórum é responsável por formular e gerenciar o Plano Comunitário de Desenvolvimento Sustentável de Curuçá, a partir das demandas e potencialidades apresentadas pelas comunidades. “Durante esse período de encontros, cada comunidade apresentou suas principais necessidades. Com o Fórum, as pessoas discutem seus próprios problemas e pensam nas soluções”, explica Hermógenes Sá, coordenador do projeto Casa da Virada.

A falta de transporte público é uma das reivindicações das comunidades. Sem locomoção, as famílias acabam isoladas, sem acesso a escola, posto de saúde e outros serviços. Além de transporte, saúde, trabalho e renda, educação, lixo e segurança pública são algumas das áreas de interesse das comunidades inseridas no Fórum.

A Agenda 21 é um instrumento de planejamento sócio-ambiental criado na Conferência Eco-92, no Rio de Janeiro, em 1992. Este tipo de documento contribui para uma reflexão global e local dos problemas das populações e da relação entre desenvolvimento e meio ambiente. Reúne governos, empresas, organizações não-governamentais, associações e comunidades na busca de soluções sustentáveis para os problemas socioambientais.

Em Curuçá, através do projeto Casa da Virada, foi construída uma Agenda 21 participativa, em contato direto com cerca de 50 comunidades tradicionais. “Junto com eles foi possível elaborar indicadores sociais que podem orientar as políticas públicas e, principalmente, o manejo dos recursos naturais e sociais”, afirma Sá.

COMUNIDADE LUTA PARA SALVAR RIO ASSOREADO


13 de junho de 2009.

Cerca de 600 mudas de árvores nativas foram plantadas, neste sábado, 13, na tentartiva de salvar o Rio das Pedras, um dos maiores do município de Curuçá, no nordeste do Pará. Um grande mobilização da comunidade promete chamar atenção das autoridades. A principal preocupação é o desmatamento das matas ciliares, que está causando assoreamento do rio. A inciativa é do Instituto Rio das Pedras e da Casa da Virada, programa do Instituto Peabiru que atua na região do Salgado.

A mobilização também pretende pressionar a administração municipal a implementar uma lei de proteção da área, criando o Comitê Gestor do Rio das Pedras com representantes da comunidade. “A lei de proteção já existe, mas para que comece a valer é preciso que a prefeitura crie esse comitê junto com os moradores da área”, explica Hermógenes Sá, coordenador do programa Casa da Virada.

Segundo o engenheiro agrônomo Bruno Ribeiro, que é um dos organizadores da mobilização deste sábado, o Rio das Pedras é uma nascente muito importante para o município, onde a água jorra continuamente. O problema é que o sistema de escoamento de água da cidade segue em direção ao rio. “E esse volume de água pode cobrir a nascente e destruí-la”, alerta.

Cerca de 200 pessoas estão envolvidas na ação. Além da plantação das mudas de espécies como o açaí, buriti, andiroba, copaíba, castanha do Pará e outras, a comunidade vai participar de palestras sobre a importância dos recursos hídricos, ministradas por pesquisadores do Museu Emílio Goeldi e apresentação da história do rio, para ressaltar sua beleza no passado e envolver a população na proteção da nascente. “A comunidade precisa estar inserida no processo de revitalização do Rio das Pedras, pois é a principal beneficiada com a sua preservação”, destaca Ribeiro.

CRIANÇA ESPERANÇA

04 de junho

Criança Esperança

O curso de formação de Agentes Ambientais, desenvolvido pela Casa da Virada, do Instituto Peabiru, é o mais novo projeto paraense patrocinado pelo Criança Esperança, uma parceria da Unesco e da Rede Globo. O projeto é realizado no município de Curuçá, no nordeste do Pará, e foi escolhido entre 1.260 inscritos em todo o Brasil. As aulas da nova turma começam em junho.

 Agentes Ambientais

As crianças e adolescentes frequentam seis meses de curso, com 200 horas de aulas ministradas por pesquisadores, com material didático e agenda de trabalho. O objetivo do projeto é fortalecer a consciência ambiental e os princípios de sustentabilidade nas comunidades que habitam a Resex Mãe Grande Curuçá e fazer com que esses conceitos se multipliquem. 

Lançada primeira Agenda 21 de área de Resex do Pará

19 de maio de 2009.

Foi implantado no último sábado, 16, em Curuçá, nordeste do Pará, o primeiro Fórum permanente da Agenda 21 de uma área de Reserva Extrativista do Estado. O lançamento contou com a participação de autoridades políticas e lideranças comunitárias. Foram apresentados os indicadores socioambientais reunidos nos últimos doze meses em pesquisas e encontros temáticos com cerca de 50 comunidades tradicionais que habitam no entorno da Resex. A área tem mais de 37 mil hectares e possui um dos maiores manguezais contínuos do mundo.  A iniciativa é do projeto Casa da Virada, do Instituto Peabiru e Petrobrás Ambiental.

O Fórum é responsável por formular e gerenciar o Plano Comunitário de Desenvolvimento Sustentável de Curuçá, a partir das demandas e potencialidades apresentadas pelas comunidades de pescadores, catadores de caranguejo e pequenos agricultores. “Durante esse período de encontros, cada comunidade apresentou suas principais necessidades. Com o Fórum, as pessoas discutem seus próprios problemas e pensam nas soluções”, explica Hermógenes Sá, coordenador do projeto Casa da Virada.

A falta de transporte público é uma das reivindicações das comunidades. Sem locomoção, as famílias acabam isoladas, sem acesso a escola, posto de saúde e outros serviços. Além de transporte, saúde, trabalho e renda, educação, lixo e segurança pública são algumas das áreas de interesse das comunidades inseridas no Fórum.

A Agenda 21 é um instrumento de planejamento sócio-ambiental criado na Conferência Eco-92, no Rio de Janeiro, em 1992. Este tipo de documento contribui para uma reflexão global e local dos problemas das populações e da relação entre desenvolvimento e meio ambiente. Reúne governos, empresas, organizações não-governamentais, associações e comunidades na busca de soluções sustentáveis para os problemas socioambientais.

Em Curuçá, através do projeto Casa da Virada, foi construída uma Agenda 21 participativa, em contato direto com cerca de 50 comunidades tradicionais. “Junto com eles foi possível elaborar indicadores sociais que podem orientar as políticas públicas e, principalmente, o manejo dos recursos naturais e sociais”, afirma Sá.  

JOVEM MOBILIZA COMUNIDADE PARA SALVAR IGARAPÉ DE CURUÇÁ


20 de março de 2009.


Um dos maiores igarapés da Reserva Extrativista Mãe Grande Curuçá, no nordeste do Pará, está em processo de assoreamento. Para tentar evitar sua extinção, um jovem da comunidade rural de São Pedro, Michel Monteiro, de 23 anos, tomou a iniciativa de mobilizar no último domingo, dia 22, Dia Mundial da Água, centenas de pessoas para plantar 200 mudas no leito do Igarapé São Pedro e fazer a limpeza do local. “Não podemos deixar que um bem natural tão valioso se perca”, destaca Michel. Ele batizou a ação de I Encontro de Educação Ambiental e Reflorestamento da Vila de São Pedro, que promete ser realizado outras vezes.

Segundo Michel, o mais importante é a conscientização da comunidade sobre a importância da conservação das fontes de água potável. Ele denuncia ainda que as matas ciliares, vegetação que protege o leito do igarapé, estão sendo cortadas e que, por isso, o volume da água está diminuindo. Michel é um dos 60 agentes ambientais formados no curso da Casa da Virada, projeto desenvolvido pelo Instituto Peabiru e patrocinado pela Petrobrás Ambiental no município.

O objetivo do projeto é fortalecer a consciência ambiental e os princípios de sustentabilidade nas comunidades que habitam a resex, “para que se multipliquem iniciativas como a de Michel”, destaca Hermógenes Sá, coordenador do projeto.

O curso dura seis meses e com 200 horas de aulas ministradas por pesquisadores, com material didádico e agenda de trabalho, jovens e adolescentes recebem formação prática e multidisciplinar, com destaque para a conservação e manejo de manguezais e recursos hídricos. “No curso eu descobri que não podemos só tirar os recursos da natureza, temos que cuidar deles, para que eles nunca acabem”, destaca Michel.